Não corra, que pode cair;
Não coma essa porcaria;
Não suba neste telhado;
Não entre neste rio;
..... quantas e quantas vezes ouvimos esses "NÃOS" em nossa vida.
Muitas vezes em nossa infância e adolescência questionamos os "nãos" o qual eramos condicionados a obedecer, sem entender que nossos pais estão nada mais que cumprindo com o extinto maternal, nos protegendo de alguma atitude impensada, convenhamos que em alguns casos eles exageram um pouco, mas tudo bem.
O que não compreendemos é que existe muito de nossos pais em nós mesmo e que da mesma maneira que o julgamos, um dia também seremos julgados.
Em alguns momentos, eles não são tão presentes o quanto gostaríamos, isso acontece quando já não tem mais o poder sobre nós e é exatamente nesse momento que essa semelhança se destaca.
Já me flagrei várias vezes falando ou agindo como minha mãe ou meu pai.
É ate um pouco assustador, o engraçado é nunca tive muito contato com meu pai para agir do mesmo modo que ele ( do mesmo modo em partes, pois tem coisas que não faria nem por decreto) talvez essa coisa do mesmo sangue correndo pelas veias seja mesmo verdade.
Talvez essa tal semelhança que nos afasta.
E apesar de algumas semelhanças continuamos sendo estranhos um para outro.
Talvez seja porque ele não fez parte dos "nãos" da minha vida.
Por isso só tenho que agradecer á minha MÃE por ter me ensinado muito.....
Um comentário:
Enquanto somos crianças, adolescentes é que choramos os não que recebemos.. Mas justamente quando amadurecemos passamos a aceitas e a enteder a necessidade deles em nossas vidas.
"E você percebe que há mais dos seus pais em você do que você supunha."
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