quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A casa dentro de nós...........


Existe uma casa dentro de mim e de você ????
Talvez não seja uma casa dessas feita de paredes, telhados, portas e janelas. Quem sabe apenas um lugar, uma vista de janela, um corredor, uma réstia de luz.
Sim, deve existe um canto ou uma construção erguida em sua memória. Uma espéciede país onde sua alma é cidadã, senhora, coisa natural como o rio, as árvores e as pedras
desse mesmo lugar.

Existe um exilio para nossas almas. Uma porta secreta, um sótão, um vão por onde escapamos para descansar, recompor, curar. Existe um lugar onde a alma repousa sem vontade de eternidade e o coração aquieta sem pressa de morrer.

De todos os lugares por onde passei e vivi ficou a casa da minha infância, uma casa feita de várias outras casas, pois a casa da nossa infãncia é feita de casa do pai e mãe, avô, tio, de sala de aula, de banco de igreja, de praça, praia, banho de rio, e de uma infinidade de vislumbres, lembranças e flashes retidos na retina da alma e nos mármores da memória. Dentro dela ecoam vozes e risos, silêncios e melodias, passos, suspiros e todo tipo de sussurro das histórias cantadas, dos amores vividos, das rezas, das dores caladas, dos segredos expostos. Dentro dela encontro muitas vezes o fio da meada, a chave do enigma, a solução da charada. De lá, vem minhas pequenas certezas, meu código genético, meu norte e pra lá retorno sempre que me sinto estrangeira ou me estranho. Lá me aguardam pacientemente os medos primordiais, aqueles que ainda latejam e
assombram e também minha inocência, intacta e poderosa. Lá estão as pontas tristes dos laços partidos, as palavras duras proferidas e atiradas como pedra, lá estão todas as palavras de chumbo, caídas no chão e também as palavras mágicas, as senhas para a paz, as bençãos e os acalantos, lá estão, soltas como anjo as palavras en forma de asas. Lá esta minha impotência de menina, incapaz de evitar mortes e desastres e também a vocação para ser feliz e cumprir o percurso irresistivel do viver. Lá estão os meus olhos incapazes de traduzir aburdos e desatinos e também os meus olhos ávidos, ocupados com a transparência de tudo e com a percepção dos diminutas e corriqueiros milagres.

Lembro pouco da felicidade. Lembro pouco da tristeza. As coisas não tinham nome, assim como a caridade e a loucura. Tudo era. Tudo estava lá, cabia, fazia parte. A vida era assim daquele jeito embolado entre luz e sombra, bem e mal, graça e pecado, viver e nascer. Não havia espanto ou escândalo, nem beatitude ou danação. A vida transcorria inteira sem véus nem vergonhas.Os acontecimentos eram depurados, explicítos e a morte despida de mistérios. O céu existia, assim como o inferno. Essa era uma das certezas que tornavam tudo mais fácil.

Da casa da minha infância guardo mais que recordações, datas e fisionomias. Guardo mais que velhas fotografias, receitas ou objetos deslocados. O que ficou, e esse é o grande tesouro, foi o lugar dentro de mim. A sensação redentora de pertencimento, de ter raízes, identidade, de ter como tudo o que é vivo, um fio de condutor que me antecede e me continuará.
Somos uma estranha espécie de caramujo a carregar nossas invisiveis casas, castelos e templos.


" O importante não é casa onde moramos mas onde, em nós, a casa mora."





sábado, 27 de dezembro de 2008

Insônia..........


















Enquanto ouço o silêncio e busco cintilâncias no escuro do quarto, passeio o pensamento por desconfortos, alegrias, saudades, expectativas. Enquanto amarroto lençóis desembrulho pequenas e generosas lembranças ou destampo frascos de terríveis venenos.
Primeiro as preocupações comezinhas, as fisgadas da aflição, as contas intermináveis, a falta de tempo, a saúde. Depois o filme dentro da cabeça vai ficando mais denso, pastoso, pesado. E nós, assistência cativa, presos na sala de projeção, quase nunca escapamos dos filmes das nossas insônias. E assim, desfilam perante nossos olhos fechados ou abertos imagens fantásticas que voam e revoam enquanto as horas escorrem lentas, até sermos salvos pelo sono, pelo despertador ou pelos passarinhos, que não importa onde estejamos sempre surgem e anunciam o dia.



Na insônia, não há hierarquia, nem etiqueta, nem patente. As lembranças não pedem licença, apresentam-se, revelam-se, impõem-se mal educadas. De repente você se lembra daquelas pessoas que não passaram de figurantes na sua vida: a vizinha da sua avó, a cozinheira da escola, o segurança do supermercado. Lá estão os cadernos de caligrafia, a textura solene das toalhas engomadas, o aconchego dos cheiros familiares: bolo quente, a baunilha do mingau, a alfazema dos lençóis, o perfume da mãe. Sem querer, nem pra quê você pensa numa roupa que não usa há tempos, num restaurante que você gostava e deixou de ir ou num objeto que nunca mais viu e que deveria estar ali. Tem que ficar atento: a insônia é paranóica, tem mania de perseguição, de conspiração, gosta de drama mexicano. Outra coisa: a insônia mente, sonega, pertuba. Não ponha a mão no fogo por ela, nem compre um carro dela. Enfim, desconfie do que você decidir quando tiver insônia, lembre-se de que à noite todos os gatos são pardos e todos os pardos são gatos!


Listas! Insônia adora listas: de compromissos, de lugares já visitados, de convidados para festas imaginárias, de desafetos, ex-namorados, compras, viagens, amigas do ginásio.

A insônia tem parentesco com bibliotecárias, quer organizar, catalogar, arquivar bem arquivado tudo que não cabe em canto nenhum, coisas que se mexem, que transbordam, que fogem. A insônia tem ares de domadora, quer controlar tempestades, vendavais, acontecimentos mas no fundo é péssima conselheira, é ansiosa e destemperada. Às vezes, tem arroubos de sabedoria, é verdade, mas como advoga em causa própria constrói castelos em penhascos, inventa álibis, julga e condena com leviandade. É tirana, tem parte com carcereiros e torturadores, é cria de porões e masmorras.



A insônia é um arremedo mesquinho e patético do inferno. Aliás, a insônia é um supermercado de miniaturas de infernos. Nas prateleiras da insônia estão expostos todos os nossos infernos, inferninhos, infernaços. Os fantasmas, os pavores, os assombros, os remorsos, as revoltas. Tudo chega, confere, cutuca para depois diluir-se em vazios e esquecimento. Na insônia o desespero das horas lentas, dos becos sem saída, das orações não atendidas, dos pactos rompidos, dos diagnósticos decisivos, dos desencontros, dos mal-entendidos, das dívidas implacáveis, das dúvidas atrozes. O vôo randômico das imagens, as armadilhas da memória, as lembranças redentoras ou nocivas Tudo invade, visita, perpassa o pensamento. Palpitações, suores, arquejos, lágrimas e as horas a escorrer inclementes, esculpindo bolsas sob os olhos, olheiras, e pálpebras inchadas.



A insônia é uma espécie de locadora dos filmes da sua vida, arquivo vivo do que deveria estar morto ou esquecido. Na insônia, o rever enlouquecido dos acontecimentos, o repassar das brigas, das traições, dos mal-estares, dos estresses. Os impasses, as demissões, as conversas inadiáveis ensaiadas exaustivamente. As palavras ríspidas, ferinas, destrutivas ecoam desconfortáveis, ásperas, arranhando a consciência, abrindo feridas, destilando venenos. Ah, as palavras... São como insetos impertinentes a zunir e perturbar. As palavras duras, grosseiras, perversas ficam martelando insepultas. As palavras que nos feriram e as que calamos ficam murmurando ressentimentos, vinganças pois são obsessivas e rancorosas as palavras que habitam nossas insônias.



Mas, a insônia tem vida curta...



Enquanto nos debatemos em labirintos de espelhos e ecos, a noite tece a aurora com fios de luz até que o dia acontece com suas certezas simples e suas verdades ordinárias e nós também amanhecemos, libertos

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Quando o amor acaba............


Algo de irremediável e trágico acontece quando perdemos a certeza do amor de alguém ou quando acaba o amor que sentimos por outra pessoa.
Um sentimento infantil de desamparo e orfandade toma conta de tudo. Não é racional. Em algum lugar dos nossos corações guardamos algumas certezas que elegemos sagradas e eternas. São frutos do nosso desejo, das construções imaginárias, dos dogmas da alma.
É mais fácil realizar morte, separação, mudanças geográficas do que a idéia de que deixamos de ser importantes e amados ou quando percebemos que o sentimento, em nós, que julgávamos ser para sempre, caduca, expira, expia.
Algo se perde e não se transforma em nada, contrariando as leis da física e do afeto. O amor que se perde cai no vazio. Abre-se um vácuo, vira terra arrasada. Mesmo que venham outros amores, outros afetos, outras certezas, o que se perde é desperdício, ruína, silêncio. Mesmo que seja você quem tenha deixado de amar. Existe um profundo desconforto em deixar de amar alguém porque é uma parte de nós mesmos que estamos deixando de amar, é de uma parte da nossa história que estamos abrindo mão. Existe um descolamento, um deslocamento, um despojamento. Perde, quem deixa de amar e quem deixa de ser amado, não importam os motivos, os desacertos, os descaminhos.
Quando o amor acaba não há vencedores. Perde o amor. Quando acaba um amor, um afeto, instala-se um desencanto, um desalento. Sente-se encolher por dentro, vem uma preguiça enorme de começar de novo, uma insegurança absurda de não sentir-se amável novamente. Esvazia-se.
O amor que deixamos de ter ou sentir é como uma bênção que devolvemos. Pode ser um projeto que não tenha mais a sua cara, um sonho que não se realizou, uma receita falida, uma fórmula que se desgastou, uma decepção, um engano. O fato é que não se ama para se deixar de amar e quando isso acontece é sempre triste e frustrante.


Hilda Lucas


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dedicatória............




















Bom hoje estou aqui para falar de uma pessoa muito importante,uma grande amiga que conheci no 2° ano do ensino médio KAREN ROBERTA;

no começo nem éramos tão próximas, acredito que o que nos aproximou foi a semelhança por gosto musical e também quando descobrimos que já nos "conhecíamos" antes.

Foi assim, um dia na hora da saída fomos embora juntas, pois ela tinha
combinado de encontrar sua irmã que saíra do serviço, detalhe a irmã
dela estava trabalhando com o meu tio que ficava no mesmo quintal onde eu morava,
enfim, chegando lá encontramos a irmã dela e para nossa supresa eu já a conhecia,
havíamos estudado na mesma escola antes e ainda o primos delas era noivo de uma
prima minha....
Nossa muito confuso né, mas eu adorei aquele momento e desde então ficamos
cada vez mais amigas....

A Karen é uma garota super divertida, educada, discreta, não é de falar muito,
aparentemente calma, tem excelente gosto para música, fã da Alanis Morissete,
LS Jack entre outros...... adora a cor roxo, detesta levar "bolo" de alguém, eu
inclusive, sem querer querendo dei alguns ( quando ela ler isso, aposto que vai me chamar
de cara-de-pau) rsrsrsr..... mas ela também arrumou uma maneira de dar o troco
"ATRASO" pode marcar qualquer coisa com ela e chegar meia hora depois que ficara
esperando mais um tempinho, terrivel isso....... hahhahahaaa
E tem que ver o bico engraçdo que ela faz quando se sente contrariada......

Várias coisas e momento marcaram nossa amizade, como o bem-brasil ( bar mpb),
a "esquina" onde ficavamos um tempão conversando, o simbolo XO, uma peça de
teatro (não me lembro o nome) mas um dos personagens falava Hammmmm muito
engraçado, o livro as confidências de laura, o cantor de mpb e sua namorada loira,
Zeca Baleiro, Cassia Eller, o filme assunto de meninas, o dia em que ela tomou um pouco
de vinho e ficou descalça na praça, a primeira vez que ganhei no bingo, o prêmio foi ingresso
para o filme " a era no gelo" da wizard onde ela trabalhava, enfim são esses e tantos outros
momentos que construíram nossa amizade e que a tornou uma das pessoas mais querida
para mim......

Hoje por força das circuntâncias não estamos tão próximas, mas mesmo de longe
torço muito por sua felicidade e que Deus a ilumine e lhe dê toda força necessária para
vencer os obstáculos da vida.


kaka
desde já agradeço por sua amizade
e por me conceder a alegria desses fatos históricos.....
Te amo
bjaoooooo


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

coisas que eu sei....





















Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia...
Agora eu sei...





Não sei porque mais ultimamente essa música


esta mexendo muito comigo.......

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Desabafo...........










Estou cansada de me sentir só

Cansada de te procurar e sempre te perder;

Cansada de me apegar á ilusão idiota de que um dia tudo vai mudar;

Cansada das suas desculpas, mentiras e conversas fiadas;

Cansada de ver você me procurar, quando percebe que esta me perdendo;

Cansada de fingir que acredito e asseito tudo isso, quando na verdade

esta tudo engasgado, estou sufocada, querendo me libertar

dessa maldita mania de amar.......

Amar pra quê????

Se você nunca foi presente na minha vida, nunca deu valor ao meus

sentimentos....

Será que vale a pena amar alguém egoísta que pensa apenas nos próprios interesses???

eu acho que não e tenho certeza que você pensaria o mesmo.....

Você não percebe o mal que esta fazendo a mim e a você.....

Não sei porque perdemos nosso tempo, insistindo em algo que sabemos

que nunca dára certo.

Você não me ama, já me convenci disso, eu sou a pessoa que você precisa

mas não a pessoa que você ama, falta apenas você se convencer disso.

E quando você perceber o grande erro que cometeu, não estarei mais na

sua vida, pois nenhum amor por maior que seja resiste a tanto cansaço e decepção.......







sábado, 1 de novembro de 2008

Como nossos pais.......

Não corra, que pode cair;
Não coma essa porcaria;
Não suba neste telhado;
Não entre neste rio;
..... quantas e quantas vezes ouvimos esses "NÃOS" em nossa vida.
Muitas vezes em nossa infância e adolescência questionamos os "nãos" o qual eramos condicionados a obedecer, sem entender que nossos pais estão nada mais que cumprindo com o extinto maternal, nos protegendo de alguma atitude impensada, convenhamos que em alguns casos eles exageram um pouco, mas tudo bem.
O que não compreendemos é que existe muito de nossos pais em nós mesmo e que da mesma maneira que o julgamos, um dia também seremos julgados.
Em alguns momentos, eles não são tão presentes o quanto gostaríamos, isso acontece quando já não tem mais o poder sobre nós e é exatamente nesse momento que essa semelhança se destaca.
Já me flagrei várias vezes falando ou agindo como minha mãe ou meu pai.
É ate um pouco assustador, o engraçado é nunca tive muito contato com meu pai para agir do mesmo modo que ele ( do mesmo modo em partes, pois tem coisas que não faria nem por decreto) talvez essa coisa do mesmo sangue correndo pelas veias seja mesmo verdade.
Talvez essa tal semelhança que nos afasta.
E apesar de algumas semelhanças continuamos sendo estranhos um para outro.
Talvez seja porque ele não fez parte dos "nãos" da minha vida.
Por isso só tenho que agradecer á minha MÃE por ter me ensinado muito.....

sábado, 18 de outubro de 2008

Distração...........


Quando me distraio esqueço que sou só. Traio a solidão. Saio da casca sem perceber. Lá vou eu, semente rompida, desafiando a luz e o ar. Buscando alturas.


Quando me distraio me afasto dos astros e clamo por desastres, desatenta aos perigos que a vida segura e planejada esconde. Saio na chuva, firo com ferro, brinco com fogo, semeio tempestade. Quero o avesso, o lado opaco do espelho, o talho na carne. Rio saciada porque viver nunca é demais e assim morte se diverte e me esquece.


Quando me distraio passeio minha tristeza e minha alegria, calmamente, lado a lado, indecentes, expostas, naturalmente minhas, como minha mão direita e minha mão esquerda. Passeio minha dor e meus medos como se não doessem nem assustassem e me compadeço da menina por detrás deles. Lá vou eu, distraída, cheia de sombras, risos, perdas e loucuras, em pleno sol do meio dia, no meio da rua, sem meios termos, inteira. Tudo que sinto é meu, de uma forma comovente, que eu só percebo quando me distraio.


Quando me distraio reencontro caminhos que nunca percorri, sonhos abandonados, amores esquecidos, curo algumas feridas, corrijo rumos e sinto saudades das coisas que não vivi e não senti, cujas lacunas ecoam e pulsam, como membros amputados.


Quando me distraio converso com os mortos e com os estranhos. Desfilo minha alma desnuda e meu corpo cansado seguida por um cortejo de anjos e demônios, mestres e algozes, pai, mãe e inimigos. Eu e todos, eu no todo. E nada me fere quando estou distraída porque distração é imunidade e bênção.


Quando me distraio desfaço os planos, desprezo os mapas, dispenso conselhos. Sigo solta, absorta, absolvida. Não sou só, não sou triste, não vou a parte alguma. Sou livre.


Quando me distraio esqueço o que sei, saio da fôrma, espicho o olhar, estendo a alma ao vento feito bandeira, feito asa e toco a eternidade, a plenitude, a saciedade e tudo que não vejo quando estou atenta.


É quando estou desarmada que a vida me encontra.


É quando estou prevenida e pretensiosamente preparada que a vida me erra e se perde de mim.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Não vou me adaptar

Que me desculpem os aventureiros, mas não gosto muito dessa idéia de mudança.
Claro que o mundo é grande demais para vivermos sempre no mesmo circulo fechado, mas tem coisas na vida da gente que devem ser conservadas eternamente.
Uma mudança repentina, interfere muito na vida de uma pessoa, na maneira de pensar, nos horários, nos costumes, nas amizades; você perde muitas coisas e ganha algumas outras, porem nada e nem ninguém é insubstituível.....
Sabe aquele lugar que você tanto adora.... você vai encontrar outros lugares interessantes, mas nenhum igual aquele lá....
E aquele amigo do peito que tanto ama..... você irá conhecer outras pessoas também, mas ninguém te conhecerá melhor e não será tão seu amigo como o outro, e por mais que dizem que a amizade verdadeira sempre permanece não importa a distância, eu discordo, o sentimento de carinho, afinidade, amizade, sim sempre permanecerão, mas com o tempo a distância dá espaço para a saudade e aquela amizade não será mais a mesma, pois viverá apenas do passado, das lembranças dos momentos bons e alegres, esquecendo de viver novos momentos.
As pessoas são todas diferentes e te tratam de maneira diferente.... e no meio de tanta mudança, algo dentro de você muda também, e nem sempre saberá explicar ou entender isso.... Apenas restará uma escolha, se conformar e viver a vida lembrando sempre de quem somos e de onde viemos........