
"Não importa o quanto essa nossa vida nos obriga a ser sérios... Todos nós procuramos alguém para sonhar... brincar... amar... e tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender."
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Coração...........

quinta-feira, 19 de março de 2009
Viver........
Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada....
Luís Fernado Verissimo
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Ao meu amigo ausente mais presente.......
de um amigo muito especial......
.....William muito conhecido como MAHAULE....
Nos conhecemos pela internet, na verdade não
lembro exatamente como tudo começou.....
conversavamos sempre pelo orkut e msn
as conversas ficavam cada vez mais frequente
e quando percebi já eramos muitos amigos....
Muitas pessoas não acreditam em amizade virtual, sinceramente
nem eu ..... mas nesse caso não se trata uma amizade virtual mesmo que nos vimos uma
única vez pessoalmente, sei que é amizade de verdade, sincera......
Mahaule super gente boa, tem otimo gosto para musicas,
super timido ( agora não garanto que seja tanto assim )
rsrsrs..... ele é sincero, muito curioso, cheio de opiniões,
adora apostas e sempre perde para mim.... hausahsuashuashuass
super inteligente, divertido me rende ótimas risadas, tem muita
paciência com minhas transgressões mais sem noção....
adoro conversar com esse rapaz, sei que posso falar qualquer coisa
que me entenderá......
Tem mania de sumir algumas vezes...... rsrsrsr
Sabe de mim e da minha vida muito mais que várias
pessoas que convivem comigo......
Enfim são essas e tantas outras coisas que o tornou um amigo especial......
Mahauleee
Brigadaummm pela amizade
te adoro !!!!!!!!!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Ao meu pai ausente...........

Ninguém pode me ver........... nem você, ainda não consto de livros ou registros!
Embora eu exista,
Você insiste em não me aceitar...
Embora eu exista,
Você não me inclui em seus planos...
Embora eu exista,
Até hoje, apenas e tão somente, por duas vezes você me beijou e me acariciou, num gesto de amor... ...mas foi embora depois... ...você não fica comigo, não quer ser meu herói, mas insiste em ser meu bandido...
Embora eu exista,
Não posso compartilhar do seu dia-à-dia, da sua atenção... ...você está ausente!
Embora eu exista,
Não estou em suas metas, sonhos, planos e prioridades... ...e pelo visto nunca vou estar!
Embora eu exista,
Não compartilho do amor que você nutre por quem você realmente ama...
Embora eu exista,
Você me ignora...
Embora eu exista,
Você insiste em não me ver, mas eu existo pela força divina do amor!
Embora eu exista,
Você foi incapaz de me amar, mesmo eu tendo sido fruto do seu amor por alguém que um dia você diz que "amou"!
Embora eu exista,
E você não me veja......não me aceite......não tenha planos para mim......não me deixa ser tão importante para você quanto você é para mim...
Embora eu exista,
E você até hoje tenha demonstrado pouquíssimo amor por mim e...
...apesar de não me deixar fazer parte da rotina da sua vida...
...apesar de você não me deixar fazer parte da sua vida, não podendo estar incluído nos seus sonhos, metas e prioridades, por eu não conseguir ter o seu amor para mim dedicado...
...por você me ignorar, sendo incapaz de me amar...
...eu existo, sabe Pai, eu existo!!! E sou capaz de amá-lo um dia, mesmo em sua ausência permanente!!!!!!!!!!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
A casa dentro de nós...........

sábado, 27 de dezembro de 2008
Insônia..........

Enquanto ouço o silêncio e busco cintilâncias no escuro do quarto, passeio o pensamento por desconfortos, alegrias, saudades, expectativas. Enquanto amarroto lençóis desembrulho pequenas e generosas lembranças ou destampo frascos de terríveis venenos.
Primeiro as preocupações comezinhas, as fisgadas da aflição, as contas intermináveis, a falta de tempo, a saúde. Depois o filme dentro da cabeça vai ficando mais denso, pastoso, pesado. E nós, assistência cativa, presos na sala de projeção, quase nunca escapamos dos filmes das nossas insônias. E assim, desfilam perante nossos olhos fechados ou abertos imagens fantásticas que voam e revoam enquanto as horas escorrem lentas, até sermos salvos pelo sono, pelo despertador ou pelos passarinhos, que não importa onde estejamos sempre surgem e anunciam o dia.
Na insônia, não há hierarquia, nem etiqueta, nem patente. As lembranças não pedem licença, apresentam-se, revelam-se, impõem-se mal educadas. De repente você se lembra daquelas pessoas que não passaram de figurantes na sua vida: a vizinha da sua avó, a cozinheira da escola, o segurança do supermercado. Lá estão os cadernos de caligrafia, a textura solene das toalhas engomadas, o aconchego dos cheiros familiares: bolo quente, a baunilha do mingau, a alfazema dos lençóis, o perfume da mãe. Sem querer, nem pra quê você pensa numa roupa que não usa há tempos, num restaurante que você gostava e deixou de ir ou num objeto que nunca mais viu e que deveria estar ali. Tem que ficar atento: a insônia é paranóica, tem mania de perseguição, de conspiração, gosta de drama mexicano. Outra coisa: a insônia mente, sonega, pertuba. Não ponha a mão no fogo por ela, nem compre um carro dela. Enfim, desconfie do que você decidir quando tiver insônia, lembre-se de que à noite todos os gatos são pardos e todos os pardos são gatos!
Listas! Insônia adora listas: de compromissos, de lugares já visitados, de convidados para festas imaginárias, de desafetos, ex-namorados, compras, viagens, amigas do ginásio.
A insônia tem parentesco com bibliotecárias, quer organizar, catalogar, arquivar bem arquivado tudo que não cabe em canto nenhum, coisas que se mexem, que transbordam, que fogem. A insônia tem ares de domadora, quer controlar tempestades, vendavais, acontecimentos mas no fundo é péssima conselheira, é ansiosa e destemperada. Às vezes, tem arroubos de sabedoria, é verdade, mas como advoga em causa própria constrói castelos em penhascos, inventa álibis, julga e condena com leviandade. É tirana, tem parte com carcereiros e torturadores, é cria de porões e masmorras.
A insônia é um arremedo mesquinho e patético do inferno. Aliás, a insônia é um supermercado de miniaturas de infernos. Nas prateleiras da insônia estão expostos todos os nossos infernos, inferninhos, infernaços. Os fantasmas, os pavores, os assombros, os remorsos, as revoltas. Tudo chega, confere, cutuca para depois diluir-se em vazios e esquecimento. Na insônia o desespero das horas lentas, dos becos sem saída, das orações não atendidas, dos pactos rompidos, dos diagnósticos decisivos, dos desencontros, dos mal-entendidos, das dívidas implacáveis, das dúvidas atrozes. O vôo randômico das imagens, as armadilhas da memória, as lembranças redentoras ou nocivas Tudo invade, visita, perpassa o pensamento. Palpitações, suores, arquejos, lágrimas e as horas a escorrer inclementes, esculpindo bolsas sob os olhos, olheiras, e pálpebras inchadas.
A insônia é uma espécie de locadora dos filmes da sua vida, arquivo vivo do que deveria estar morto ou esquecido. Na insônia, o rever enlouquecido dos acontecimentos, o repassar das brigas, das traições, dos mal-estares, dos estresses. Os impasses, as demissões, as conversas inadiáveis ensaiadas exaustivamente. As palavras ríspidas, ferinas, destrutivas ecoam desconfortáveis, ásperas, arranhando a consciência, abrindo feridas, destilando venenos. Ah, as palavras... São como insetos impertinentes a zunir e perturbar. As palavras duras, grosseiras, perversas ficam martelando insepultas. As palavras que nos feriram e as que calamos ficam murmurando ressentimentos, vinganças pois são obsessivas e rancorosas as palavras que habitam nossas insônias.
Mas, a insônia tem vida curta...
Enquanto nos debatemos em labirintos de espelhos e ecos, a noite tece a aurora com fios de luz até que o dia acontece com suas certezas simples e suas verdades ordinárias e nós também amanhecemos, libertos
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Quando o amor acaba............

Algo de irremediável e trágico acontece quando perdemos a certeza do amor de alguém ou quando acaba o amor que sentimos por outra pessoa.
Um sentimento infantil de desamparo e orfandade toma conta de tudo. Não é racional. Em algum lugar dos nossos corações guardamos algumas certezas que elegemos sagradas e eternas. São frutos do nosso desejo, das construções imaginárias, dos dogmas da alma.
É mais fácil realizar morte, separação, mudanças geográficas do que a idéia de que deixamos de ser importantes e amados ou quando percebemos que o sentimento, em nós, que julgávamos ser para sempre, caduca, expira, expia.
Algo se perde e não se transforma em nada, contrariando as leis da física e do afeto. O amor que se perde cai no vazio. Abre-se um vácuo, vira terra arrasada. Mesmo que venham outros amores, outros afetos, outras certezas, o que se perde é desperdício, ruína, silêncio. Mesmo que seja você quem tenha deixado de amar. Existe um profundo desconforto em deixar de amar alguém porque é uma parte de nós mesmos que estamos deixando de amar, é de uma parte da nossa história que estamos abrindo mão. Existe um descolamento, um deslocamento, um despojamento. Perde, quem deixa de amar e quem deixa de ser amado, não importam os motivos, os desacertos, os descaminhos.
Quando o amor acaba não há vencedores. Perde o amor. Quando acaba um amor, um afeto, instala-se um desencanto, um desalento. Sente-se encolher por dentro, vem uma preguiça enorme de começar de novo, uma insegurança absurda de não sentir-se amável novamente. Esvazia-se.
O amor que deixamos de ter ou sentir é como uma bênção que devolvemos. Pode ser um projeto que não tenha mais a sua cara, um sonho que não se realizou, uma receita falida, uma fórmula que se desgastou, uma decepção, um engano. O fato é que não se ama para se deixar de amar e quando isso acontece é sempre triste e frustrante.
Hilda Lucas